2.28.2013


 Com o passar dos anos vi que meus medos foram mudando. Aos cinco era o escuro, monstros embaixo da cama e um vizinho velho e anti-social. Aos dez passaram a ser os sermões do meu pai, as recuperações na escola e os filmes que passavam depois das onze. Hoje em dia meus medos são minhas dúvidas, a incerteza sobre em quem confiar e principalmente, em meio a tantas idas e vindas, acabar me perdendo de mim mesma.

                                           (Mayara Pereira)   

 Quando se é menina e você diz que quer ser uma princesa, são por motivos óbvios para qualquer criança. Vestidos bonitos, aqueles palácios, a princesa fala com animais, o príncipe encantado e o clichê felizes para sempre.Mas quando a menina se torna uma adulta tudo muda de figura, outros motivos para ser uma princesa daquelas histórias tão antigas ainda estão lá, bem presentes, fincadas em cada uma daquelas histórias.

 Eu quero a coragem da Ariel, a confiança da Jasmine, a imaginação da Alice, a boa amiga da Cinderela, a ingenuidade da Rapunzel, o destemor da Pocahontas, até as inseguranças da Dorothy passam a ser cobiçadas, porque cada uma delas tem um pouco do que cada mulher idealiza ou idealizou ser um dia.

 Ninguém precisa realmente de sapatos de cristal, tapetes mágicos e maças envenenadas para no fim ter um final feliz. E nem de príncipe vive todo bom romance.

 O que você precisa de verdade está na sua cabeça, no seu coração e no simples ato de seguir seus instintos. Isso estava presente em todas aquelas histórias e dentro de você desde o que em que você nasceu, princesa.